Como tornar as experiências de aprendizagem mais relevantes?

Atualizado: 28 de Dez de 2018

A educação para a vida, e não somente para o cumprimento formal como certificações e diplomas, deve ser relevante para as nossas atividades profissionais e pessoais, já que estamos enfrentando uma era de constantes transformações e temos que nos reinventar constantemente para criar soluções inovadoras a problemas que nunca tinham existido. Além disso, se a aprendizagem não for vista como algo importante pelo aluno, ela não terá valor e a experiência não será significativa.


Há algumas estratégias para tornar os processos de ensino e aprendizagem mais relevantes. Logo abaixo, compartilho 4 passos que irão te ajudar a construir experiências que promovem engajamento e ajudam os aprendizes a atingirem seus objetivos:




1. Considere as competências do século 21 ou a aprendizagem baseada em competências


A aprendizagem baseada em competências surgiu na Austrália, nos anos 80, e, desde então, vem repercutindo pelo mundo como uma abordagem que aproxima a educação de adultos do mercado. Essa metodologia nos leva a ir além do conhecer por conhecer e nos atenta para a aplicação desse conhecimento na prática.


Nesse sentido, e com base nas competências do século 21 propostas pela Partnership for 21st Century Learning, recomenda-se que seja desenvolvido no contexto escolar um conjunto de competências específicas. Isso envolve habilidades necessárias não apenas para aprender a aprender, mas também competências digitais e profissionais.


Estas são algumas fontes de referência para as competências mais importantes hoje e nos próximos anos:

a. P21 (www.p21.org)

b. WEF Jobs Report 2018 (http://www3.weforum.org/docs/WEF_Future_of_Jobs_2018.pdf)

c. Educação: um tesouro a descobrir, da Unesco (aprender a conhecer, a fazer, a ser e a conviver) (http://unesdoc.unesco.org/images/0010/001095/109590por.pdf)


2. Conheça a realidade dos aprendizes e do mercado em que irão atuar


Descobrir as conexões entre os objetivos educacionais, a experiência e o conhecimento prévio dos aprendizes influencia na forma como eles irão se engajar e quão motivados estarão para aprender e para alcançar seus objetivos.


Abaixo partilho algumas fontes que podem ajudar nessa jornada de descobertas:

a. Learning Style Inventory (LSI), uma abordagem criada pelo professor David Kolb para mapear estilos de aprendizagem, fundamentada no seu trabalho desenvolvido ao longo de anos de pesquisa sobre aprendizagem baseada na experiência.

b. Developing A Curriculum (DACUM), uma abordagem para desenho colaborativo de currículo educacional alinhado às demandas latentes do mercado de trabalho.


3. Inclua experiências reais como atividades de ensino e de aprendizagem


Quantas oportunidades de aprendizagem você vivenciou em que o máximo que se conseguiu foi a realização de jogos ou de estudos baseados em casos que já não fazem mais sentido? Ou, ainda, que estavam desconectadas da realidade?


Imagino que você deva estar refletindo neste momento e se perguntando: se jogos e estudos de caso não são suficientes, o que mais posso fazer?


Para te ajudar nessa reflexão, gostaria de contar que a educação está evoluindo mundialmente, e novas metodologias e tecnologias têm sido desenvolvidas, testadas e atingido resultados muito positivos.


Aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem baseada em serviço e aprendizagem a partir da prática, todas elas estão entre as abordagens que utilizam experiências do mundo real visando nos preparar, enquanto adultos, para um mundo que se transforma e evolui num ritmo cada vez mais exponencial.


4. Desenvolva a capacidade de aprender a aprender


Segundo Angel Pérez Gómez, professor da Universidade de Málaga, na Espanha, existem apenas três competências básicas, válidas para todos os aprendizes: ser capaz de utilizar de maneira crítica e criativa o conhecimento da humanidade; ser capaz de colaborar e de conviver em sociedades cada vez mais heterogêneas; e ser capaz de desenvolver-se com autonomia.


Vivemos numa era marcada pela complexidade e pela incerteza, permeada por constantes mudanças de paradigmas e por transformações de ordem social, política e, principalmente, tecnológica. Infelizmente, grande parte das instituições educacionais ainda não se deu conta dessa demanda e continua perpetuando o modelo de ensino que reproduz informações.


Para sobreviver a esse cenário, precisamos ser capazes de desenvolver novas competências de maneira ágil, e é aí que entra a capacidade de aprender a aprender. Se você quiser ter essa habilidade, um dos caminhos é aprimorar o pensamento crítico e criativo.


Promover aprendizagens que sejam relevantes exige das organizações a capacidade de se ressignificarem diante de um contexto que demanda dos adultos a habilidade de continuar aprendendo ao longo da vida, por meio de experiências formais ou informais.


Entender esse novo cenário é o que pode despertar a atenção para essa mudança. Junte-se a mais pessoas que já despertaram e aprenda com suas histórias!


E depois, compartilhe com a gente suas vivências!



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