O jogo na educação de adultos: como aprender se divertindo?

Atualizado: 6 de Mar de 2019

Para muitas pessoas, a brincadeira ou o jogo pode ser uma grande experiência de aprendizagem por propiciar importantes conexões neuronais.


Pesquisas recentes de Neurociência apontam que a produção de neurotransmissores, como a endorfina, proporcionada por atividades divertidas e prazerosas, contribui significativamente para o processo de engajamento dos estudantes nas iniciativas de ensino e aprendizagem.


Por isso, incluir jogos e entretenimentos nesses processos pode ajudar a criar espaços de colaboração onde os participantes poderão praticar e desenvolver competências sociais e emocionais fundamentais para a vida.


Quando usados apropriadamente, os jogos podem:

  1. Contribuir para a construção de um espaço de aprendizagem mais leve e integrador

  2. Reduzir a quantidade de estresse

  3. Promover um espaço genuíno de colaboração

  4. Acelerar o processo de feedback

  5. Melhorar o processo de aprendizagem



Mas é importante mencionar que o processo de aprendizagem não depende do entretenimento para ocorrer nem os jogos em si garantem a aprendizagem . Porém, quando utilizados de forma adequada, tais atividades podem proporcionar variedade, engajamento e entusiasmo nos participantes.


Assim como várias outras técnicas e metodologias de ensino e aprendizagem, os jogos não podem ser vistos como fim em si, mas como meios para alavancar o aprendizado. Algumas vezes o jogo pode ser interessante, divertido e promover engajamento, contudo, não contribuir para a aprendizagem.


A regra, nesse caso, deve ser: se o jogo produz resultados de aprendizagem, use-o. Do contrário, esqueça-o.


E como saber como, quando e onde usar o jogo para a melhorar a aprendizagem?


Com as dicas abaixo, você conseguirá se orientar no uso dos jogos e construir experiências de aprendizagem de adultos que produzam mais valor:

  1. Relacione o jogo com o ambiente profissional dos participantes. Os melhores jogos são aqueles que promovem a produção de conhecimento, reforça atitudes e contribui para o sucesso profissional.

  2. Opte por jogos que promovam o pensamento crítico e criativo e envolvam a curiosidade (busca por informações), a reação, o entendimento e a criação de valor para o participantes e para a sociedade.

  3. Assegure que os jogos utilizados sejam adequados ao perfil dos participantes. O jogo que é muito simples ou muito além da capacidade dos participantes pode não gerar o engajamento esperado e até tornar a experiência de aprendizagem nociva.

  4. Permita a colaboração entre os participantes. Qualquer competição em jogos deve ser realizada em times e não individualmente.

  5. Inclua pitadas de desafio, mas sem deixar de considerar que os participantes podem não ter os requisitos necessários para jogar o jogo, o que pode causar frustração.

  6. E, por último, mas não menos importante, crie espaços para a reflexão, para o feedback, para o diálogo e para a integração.

Conseguir relacionar o jogo mais adequado para uma determinada audiência e no tempo certo pode transformar a aprendizagem em algo divertido e interessante, assim como também pode servir de mecanismo para avaliação e medição da aprendizagem produzida.


Como sempre faço nos artigos da SL21, cito abaixo 2 oportunidades práticas, organizadas a partir de etapas muito comuns nos processos de ensino e aprendizagem, para o uso de jogos:

  1. Preparação - Use jogos colaborativos para diagnosticar o conhecimento prévio dos participantes, despertar a curiosidade e construir interesse pelos temas que serão abordados. Exemplos: jogo de questões, jogos de resolução de problemas etc.

  2. Prática e reforço do aprendizado - Nesta etapa, os jogos podem ser utilizados para provocar nos participantes a necessidade de buscar informações que complementem o conteúdo apresentado, assim como praticar e reforçar o aprendizado inicial. Exemplos: jogos de questões, jogos de cartas, jogos de concentração, jogos de tabuleiro, entre outros.


Por último, tente promover a criação de jogos pelos próprios participantes. O exercício de criar um jogo é uma importante estratégia de aprendizagem que envolve os participantes e promove o pensamento crítico e criativo, a colaboração e o engajamento, além do desenvolvimento de competências sociais e emocionais essenciais para a vida!


Como próximo passo, sugiro buscar em livros e na própria internet por "jogos educativos para adultos" e testá-los em seus espaços de ensino e aprendizagem.


Gostou dessas dicas? Tem alguma experiência desse tipo para compartilhar conosco? Já participou de algum jogo que te marcou? Deixe nos comentários abaixo!


Fique à vontade para compartilhar suas experiências, trocarmos ideias e aprendermos juntos!


Até o próximo post!

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